Foi dada a largada para a "corrida" do leite na 49ª Exposição Estadual Agropecuária. Começou quarta-feira (3), o 4º Torneio Leiteiro da Raça Guzerá, que vai escolher a melhor matriz produtora de leite da raça.
Na disputa estão 19 fêmeas guzerás, número recorde na exposição, e criadores com objetivos ambiciosos à espreita: divulgar a raça e quebrar recordes. Em 2008, dois recordes consecutivos na produção de leite foram quebrados e a grande campeã, a fêmea Nação Taboquinha, levou a faixa com uma produção média de 42,12 quilos por dia. Este ano, os criadores de guzerás querem confirmar a aptidão leiteira de seus animais com números ainda mais expressivos.O torneio acontece em duas categorias: fêmea adulta (mais de 48 meses) e fêmea jovem (entre 36 e 48 meses). Para ser declarada a melhor matriz guzerá da exposição, a fêmea passará por dez ordenhas com intervalos de oito horas entre elas. O leite retirado em cada ordenha será pesado, o maior valor descartado e, no sábado (6), a matriz que obtiver a melhor média vence. Tradicionalmente, os guzerás não são reconhecidos como bons produtores de leite, mas o presidente da Associação Mineira de Criadores de Guzerá, Paulo Emílio de Almeida Carneiro, garante que é uma fama não merecida. Segundo ele, os guzerás são bons tanto na produção leiteira como para gado de corte. "Que essas vacas estão dando leite todo mundo vai ver, e são vacas de 800 quilos, não são vacas leves. Dizem que o nelore dá carne, o gir dá leite, e o guzerá dá lucro", provoca.
Criadora de guzerá ao lado do marido e do pai na região de Ibituruna, em Minas Gerais, Ariane Figueiredo Menicucci reforça o discurso de Paulo Emílio. Segundo ela, as matrizes guzerás são boas tanto na quantidade, quanto na qualidade. "O guzerá tem um leite muito sólido e com proteína, o que garante muito mais eficiência na produção de queijo, por exemplo". Em relação ao torneio, Ariane não está lá muito confiante na vitória da única vaca com a qual participa, mas garante que só a presença na exposição é um grande passo para os criadores de guzerá. "A bezerra da minha vaca já vai fazer seis meses, então o auge da produção já passou. Mas o pessoal vê as condições desta vaca de criar a bezerra, a qualidade dos animais. Então, você mostra seu leite de outras formas, mesmo quando você não ganha", garante Ariane.
Enquanto a campeã não é declarada, os coadjuvantes do torneio se esforçam no seu trabalho. Cada animal é ordenhado pelo seu próprio tratador e a afinidade da `dupla` facilita bastante, pois garante a calma das matrizes durante a ordenha. Renato da Silva Souza, da fazenda escola de Uberaba, faz a ordenha da vaca Areias da Boa Lembrança e fala com orgulho da sua experiência. "Ela está acostumada comigo e está preparada para o torneio. O importante agora é manter uma boa média de leite." Sobre rivalidade, Renato garante que não há nenhuma, nem em entre animais, nem entre ordenhadores, pois o objetivo do torneio é divulgar a raça, mas se o assunto é o sabor do leite de guzerá ele não fica em cima do muro. "Não existe outro melhor", garante.
4º Torneio Leiteiro da Raça Guzerá
- 10 pesagens entre os dias 3 e 6 de junho, em intervalos de oito horas. A maior pesagem é eliminada, ganha a vaca que obtiver a melhor média.
- 19 animais estão participando, é um recorde na exposição. Cada criador pode participar com no máximo três vacas.
- São duas categorias: vaca adulta (acima dos 48 meses) e vaca jovem (entre 36 e 48 meses)
- Dois recordes foram batidos em 2008 e a campeada média do leite produziu uma média de 42,12 kg
A Superagro continua até domingo, 7, no Parque de Exposições da Gameleira / Expominas, em Belo Horizonte. A promoção é do governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Sebrae-MG.
Fonte: Assessoria de Impresnsa Superagro

