Alertas mundiais para pandemias que deixam as autoridade sanitárias em alerta, reacendem os debates sobre a importância da monitoria constante de aves migratórias.
O tema será apresentado e debatido por especialistas durante o 21º Congresso Brasileiro de Avicultura, o evento oficial da avicultura brasileira que nesta edição será realizado em conjunto com a 27ª Conferência FACTA em Porto Alegre, RS, de 25 a 28 de maio de 2009, no Centro de Eventos da FIERGS.
Na ocasião, o professor da Universidade de São Paulo- USP, Edson Luiz Durigon vai apresentar o tema “Monitoria para Influenza Aviária em Aves Migratórias” durante a plenária “Desafios Atuais da Sanidade Avícola”, que será realizada no dia 28 de maio, quinta feira no Auditório 1. O encontro trará ainda a palestra “Zoonoses Emergentes”, com o professor Paulo Lourenço da Silva da UFU, Uberlândia – MG e terá como coordenador o especialista Paulo Raffi da FACTA, Campinas – SP. Também estará na programação o debate “Frango de Corte e Perus” com o Dr. Alberto Back, do Mercolab, de Cascavel –PR, e a apresentação “Poedeiras Comerciais” com Maritza Tamayo da Fort Dodge, do México.& nbsp;O coordenador do painel será o especialista em sanidade Luiz Sesti da FACTA, Campinas – SP.
Durigon explica que a gripe é uma doença respiratória aguda causada pelos vírus Influenza e o cuidado é porque as aves silvestres são reservatórios naturais de subtipos da influenza do tipo A ( H1 a H16 e N1 a N9) “Existindo a possibilidade destes vírus serem transmitidos a aves comerciais e causar prejuízos econômicos e serem transmitidos para seres humanos, sendo necessário que seja feito um monitoramento em aves silvestres e comerciais” alerta o profissional.
Monitoria constante
Para o especialista em microbiologia e virologia, que se dedica diagnóstico clínico e molecular, viroses humanas e animais, vírus respiratórios, vírus silvestres, vírus emergentes e diversidade genética viral, os programas de monitoramento são fundamentais para a proteção dos plantéis. “Através do monitoramento de aves silvestres poderemos obter dados dos subtipos prevalentes nas populações aviárias, suas características patogênicas e antigênicas. Além disso, o monitoramento destas aves é essencial para a identificação de subtipos com capacidade de gerar epidemias ou até mesmo uma pandemia”, destaca Durigon.
O 21° Congresso Brasileiro de Avicultura é promovido e organizado pela UBA – União Brasileira de Avicultura , ABEF – Associação Brasileira de Exportadores de Frango , FACTA – Fundação Apinco de Ciências e Tecnologias Avícolas e FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul e vai apresentar as últimas novidades do setor produtivo e tendências mundiais para o setor avícola.
Fonte: Assessoria de Imprensa 21º Congresso Brasileiro de Avicultura

