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Cresce divergência sobre recursos entre países ricos e pobres

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Imagem ilustrativa Meio ambiente

Os ânimos ficaram exaltados nesta segunda-feira (14/12) na conferência da ONU sobre o clima, quando os países pobres retiraram-se em protesto contra o que qualificaram ofertas de ajuda inadequadas dos países ricos, e os EUA e a China manobraram para colocarem-se em posição vantajosa. Líderes mundiais, entre eles o presidente americano, Barack Obama, deverão chegar a Copenhague nesta semana para tentar selar um acordo internacional visando reduzir as emissões de gases-estufa e subsidiar esforços dos países em desenvolvimento para adoção de tecnologias para geração energética com emissões de baixo carbono e adaptarem-se a mudanças nos padrões climáticos ou a crescentes níveis do mar.

Negociações - Mas as negociações em Copenhague são cada vez mais sobre expectativas menos grandiosas. Uma possibilidade é um acordo muito geral no qual os países desenvolvidos prometam tentar reduzir suas emissões coletivas em percentual específico e de oferecer dinheiro para ajudar a arcar com os custos de uma limpeza no mundo em desenvolvimento. O acordo poderia listar promessas específicas de redução de emissões já feitas por alguns dos maiores emissores no mundo, embora a soma dessas promessas não totalize reduções tão profundas quanto as que muitos cientistas dizem ser necessárias para evitar consequências potencialmente perigosas das mudanças climáticas. E as interrogações mais difíceis - quais países pagariam quanto - permaneceriam sem resposta. "O resultado que teremos deste encontro será, possivelmente, menos ambicioso do que gostaríamos. Mas isso seria melhor do que nada", disse Sérgio Serra, diplomata brasileiro.

Divergências - A divergência entre países ricos e pobres ferveu e transbordou nesta segunda-feira (14/12), quando os negociadores do Grupo dos 77 (G77), que representam os países em desenvolvimento e as grandes economias emergentes do mundo - como Brasil, Índia e China -, abandonaram as negociações durante a manhã. Eles voltaram à conferência mais tarde, durante o dia, mas as questões fundamentais permaneceram insolúveis, como disse o ministro sueco Andreas Carlgren. Isso provocou a suspensão das negociações oficiais, e o presidente da conferência nomeou dois ministros para tentar progredir nas consultas sobre como solucionar o problema.

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Fonte: Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR


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