“O desafio é entender a função de cada um dos 66 mil genes da soja que possam auxiliar nos desafios da cultura e também desenvolver produtos de melhor qualidade”, conta o pesquisador da Embrapa Soja, Ricardo Abdelnoor.
Ele coordena a participação brasileira no Consórcio Internacional, por intermédio do Consórcio Nacional do Genoma da Soja (Genosoja), financiado pelo CNPq, e pela Rede da Embrapa para o Estudo do Genoma da Soja (Regesoja), financiada pela Embrapa. Abdelnoor enfatiza que o Consórcio Internacional busca identificar características agronômicas que possam colaborar para o desenvolvimento de plantas com maior teor de óleo, proteína, resistência a doenças e com mais tolerância a estresses como a seca.
No Brasil, no entanto, o foco é a identificação de genes envolvidos a estresses como a ferrugem asiática, nematóides e à seca. “Para isso estamos construindo bibliotecas de genes específicos ao nosso interesse” conta Abdelnoor. “Além disso, também vamos resequenciar algumas regiões específicas do genoma da soja – de interesse específico para o Brasil - utilizando uma cultivar brasileira que tem boa adaptação em todo o País”, diz o pesquisador. Os resultados dos trabalhos brasileiros foram apresentados por Abdelnoor na III Reunião Anual do Consórcio, realizada paralelamente à Conferência Mundial de Pesquisa da China, realizada em agosto.
O Genosoja é formado por cientistas da Embrapa Soja, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Universidade Federal de Viçosa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Pernambuco, Unicamp, Unesp e Coodetec. O grupo aprovou projeto de R$ 6 milhões, financiado pelo CNPq, para desenvolver pesquisas de 2008 a 2010.
Fonte: Embrapa Soja



